Hoje, Rober e Thargor

Hoje…

foi um daqueles dias que acordei com uma intensa felicidade. Um sentimento enorme, que ia nos olhos, no sorriso, no jeito nada discreto, na risada fácil… Um simples bom humor, talvez!

Por quê?

pelas boas horas de sono e os sonhos que tive, pelos amigos que voltaram de não tão longe e os que ainda estão tão distantes, ainda voltando da Terra Verde. Pelas palavras que li antes de dormir e outras ao acordar…

Aí, segui para o trabalho e  esbarrei com a rotina de incompetências eficazes. Não foi um esbarrão, foi uma trombada daquelas, em que tudo cai para o lado! Quando te olham como um ET.

Ora, não posso reclamar demais, rotinas administrativas são mesmo uma chatice e não combinam com a facilidade que tenho de dar-lhes o valor devido: rotinas.

É que as vezes é angustiante como as pessoas preferem complicar tudo e colocar uma máscara, chamada função, obrigação, procedimento ou qualquer coisa parecida. Sou prática e muito eficiente, mas o pior de tudo, é que sou FELIZ e, manifesto isso.

Assim, descobri no trabalho uma forma de preconceito que não conhecia… mas iniciei essa história toda de trabalho para dizer o que houve depois do esbarrão:

Rober…

Diante da normalidade burra de certas coisas, a lembrança dos amigos e de suas palavras, batem mais forte do que imaginamos, justamente para lembrar que há muito mais nesse mundo. Que é MARAVILHOSO, saber ver outros mundos e tantas outras cores e letras que iluminam meu horizonte!

Com quase nenhuma diferença, foi isso que escrevi ao meu salvador, com quem busquei refúgio ante aquela alienação corporativa. Talvez o culpado de parte da minha felicidade, já que foi as cenas de sua história, que me fez ter sonhos coloridos de verde e azul intenso. Dos quais saí  impressionada, mais ainda do que quando assistimos Avatar!

Thargor…

A verdade, é que algo mágico aconteceu quando li um certo livro e caí aos prantos, praticamente junto com o personagem. Ele debaixo de um abacateiro, e eu dentro de um trem, lotado da alienação da rotina diária.

Meus dias ficaram mais coloridos e fui devolvida a um tempo que já pensava perdido… Um tempo em que tudo era realmente possível e não havia barreiras para a minha imaginação, onde não havia espaço para me sentir só!

E não estou falando de infância, falo de essência. Aquilo que vai lá dentro, que faz parte da nossa assinatura no mundo. Tempo, não é algo linear. Então falo do tempo como aquilo que impera, que respiramos, que nos envolve e nos governa.

Conhecer o caminho para o Reino Dourado, lutar e chorar com suas personagens foi reconhecer a fortuna, a sorte em meus caminhos, quase uma casa, de onde posso imaginar ter saído há muito tempo atrás…

A emoção inexplicável, o impulso até infantil de devorar o livro e a angústia diante das poucas páginas para o fim; foi uma das melhores sensações que tive na VIDA!

A relação do leitor e sua interpretação do livro é individual, mas garanto que não há como não sentir algo. Seja nas dúvidas corajosas do Deiv, nas suaves e profundas palavras do Éhvarin, na lealdade incontestável de Hariel, na profunda sabedoria de Namesin, no destemor de Dora, na curiosidade de Ezel… O que dizer?!  É genial!

É por isso que você é tão importante meu caro Karma! Réss Fëanáry! Bem vindo à minha vida!

Um pensamento sobre “Hoje, Rober e Thargor

  1. Tem certas coisas (palavras poucas, por exemplo, ditas/escritas em linhas invisíveis) que são capazes de nos emocionar mais do que muito abraço apertado, passadas de mãos na cabeça e gestos teatrais de condescendência.

    E, quando essas palavras vêm de alguém tão especial como vc, e falam de maneira tão especial de algo que foi meu (digo foi, por que uma vez pronto, ele deixou de ser meu) a sensação só tende a ser aumentada.

    Posso não conquistar mais um leitor sequer, mas apenas de ouvir/ler suas sensações já em valeram cada noite de sono deixado de lado, cada frase escrita e reescrita e cada pensamento torto que me fizeram seguir os caminhos das letras.

    Obrigado pelo carinho e por me fazer acreditar que ainda é possível.

    Beijos.

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