Full moon

Sentado em um canto sozinho
olhando no fundo de sua alma
vendo a noite entrar pela janela
Tudo vai desmoronar essa noite,
a lua cheia está aqui de novo
Na saúde e na doença, a compreensão tão exigente
Não tem nome, há uma para cada estação
O deixa insano para saber
Correndo de tudo
“Estarei salvo no milharal”, ele pensa
Assombrado por si mesmo,
outra vez ele sente a lua se erguendo no céu
Acha um estábulo onde dormir
mas ele não pode se esconder mais
Alguém está à porta, a compreensão tão exigente
Isso pode estar errado, é o amor que não acabou
O deixa insano de novo
Ela não deveria trancar a porta aberta
(corra, corra, corra)
Lua cheia está no céu
e ele não é mais um homem
Ela vê a mudança Nele mas não pode
(correr, correr, correr)
Vê o que surge de seu homem… Lua cheia
Nadando através da baía,
a noite está cinza, tão calma hoje
Ela não quer esperar.
“Temos que fazer o amor completo esta noite…”
Na bruma da manhã, ele não pode mais lutar
Por mais de mil luas, ele vem uivando
Bate na porta, e grita que logo estará acabado
Bagunça no chão de novo…
Nós não devemos trancar a porta aberta
(corra, corra, corra)
Lua cheia está no céu
e ele não é mais um homem
Nós vemos a mudança nele mas não podemos
(correr, correr, correr)
Vê o que surge de seu querido homem
Vê o que surge daquele homem

Letra e Música: Sonata Arctica – Tradução: Livres adaptações

Gosto da música e do visual do Mangá Vampire hunter.

Um beijo

Na noite negra,

uma lua branca enfeitiça um anjo.

Ele sonha ser homem e ganhar um beijo

da menina que dança ao vento.

Ela imagina um príncipe alado

trazendo estrelas para adornar

seus cabelos dourados…

O anjo foge do céu e busca a menina.

Mas uma lágrima corre pelo rosto triste,

depois que ela negou-lhe até um olhar de carinho.

A menina não soube ver a essência do homem,

que era o príncipe, um anjo,

e continuou a esperar…

O anjo sem asas corre pela ponte

e se ouve o som de algo que se afunda,

no rio que se chama morte…

O sol…

Como fugir do brilho do sol?

Criatura alguma jamais será feliz

sem render-se ao calor de tal astro.

Por mais que temam, fascinam-se

por mais que se escondam o desejam,

recuam, mas querem seu abraço

seu sorriso, seus raios coloridos.

Seu beijo quente em meus cabelos,

não posso, mas te quero

não quero, mas te amo.

Me perco em sua luz constante

e já faço parte dela,

algo em mim se renova.

Quem sou diante de teus olhos em fogo?

Que chama é esta que meu corpo clama?

Por que agora e não antes?

Onde está minha coragem

de mergulhar em minha única vontade,

essa luz soberana que me invade.

O que faço com meu coração aflito

que precisa de luz

da liberdade que o sol oferece…

Bem longe!

http://www.youtube.com/watch?v=RPRsTrQA0cU

(clique para ver o vídeo no youtube)

Existe alguma coisa no caminho

Você está sempre em outro lugar

Os sentimentos tem me abandonado
A um ponto que não tem retorno
Eu não acredito em Deus
Mas eu oro por você

Não fuja de mim
Eu vivo por você
Não vá
Não fuja de mim
Eu sou vunerável ao seu amor

Existe alguma coisa no caminho
Você está sempre em outro lugar
Os sentimentos me abandonaram
A um ponto que não tem mais retorno
Então a luz se apaga
E você está tão próximo de perder isto

Não fuja de mim
Eu vivo por você
Não vá
Não fuja de mim
Eu sou vunerável ao seu amor

Letra e música: Linda Sundblad e Apocalyptica – Tradução: livres adaptações

Adoro a melodia dessa música a letra é triste, mas isso depende do amor que você vê!

Seja bem vindo…

– Ei, devagar… acabou de chegar!

– Quem é você? Já te vi antes, parece com…

– Não importa com quem me pareço, siga-me tenho um lugar para que passe a noite.

– Por que faria isso?

” Mesmo quando um pássaro anda, sente-se que ele tem asas “.

– Como?

– Foi um poeta francês, que disse. Precisa ler, isso faz toda a diferença na vida!

– Perguntei como sabe o que sou… ou era.

– Não importa o que sei. Apenas vim dar-lhe as boas vindas na chegada a São Paulo.

– Você, sim você também é um anjo. Posso ver suas asas, mas elas são negras ?!

– Ah! Cara, a poluição de São Paulo faz isso. Triste, não ?! Está vendo coisas, deve ser a febre, vocês sempre chegam nos temporais. Se eu não soubesse de algumas coisas, diria que em São Paulo há mais anjos do que em qualquer outro lugar do mundo…

– Tem razão, é sua capa, o relâmpago… desculpe. Então, posso confiar em você?

Sim é o relâmpago e a capa, que imaginação interessante a sua… E, não deve confiar em ninguém, está sozinho numa cidade capitalista, que não está nem aí pra mais um que apareceu caído sabe-se lá de onde.

– Mas, está aqui me ajudando….

Agradeça ao seu amigo Gabriel quando puder ou se lembrar. Vou ficar de olho em você por um tempo. Há algo em seus olhos… Bem, meu nome é Lucio.

– Estranho, não consigo me lembrar muito bem do rosto do Gabriel.

– Vai se acostumar com isso.

– Pra onde vou? Eu preciso fazer algo aqui… está tudo tão vago.

– Fez uma viagem longa, acostume-se aos seus limites e, se tiver mesmo que fazer algo, vai se lembrar ou não!

– Não consigo compreender você.

– Não tente, creio que não seja possível. E com certeza não foi isso que veio fazer aqui.

– Obrigado!

– Não me agradeça, ainda! Mas, de qualquer forma, seja bem vindo!

Ilusión

Uma vez eu tive uma ilusão
E não soube o que fazer
Não soube o que fazer
Com ela
Não soube o que fazer
E ela se foi
Porque eu a deixei
Por que eu a deixei?
Não sei
Eu só sei que ela se foi

Mi corazón desde entonces
La llora diario
No portão
Por ella
No supe que hacer
Y se me fue
Porque la deje
¿Por que la deje?
No sé
Solo sé que se me fue

Sei que tudo o que eu queria
Deixei tudo o que eu queria
Porque não me deixei tentar
Vivê-la feliz

É a ilusão de que volte
O que me faça feliz
Faça viver

Por ella no supe que hacer
Y se me fue
Porque la deje
¿Por que la deje?
No sé
Solo sé que se me fue

Sei que tudo o que eu queria
Deixei tudo o que eu queria
Porque não me deixei tentar
Vivê-la feliz
Sei que tudo o que eu queria
Deixei tudo o que eu queria
Porque no me dejo
Tratar de hacerla feliz

Porque la deje
¿Por que la deje?
No sé
Solo sé que se me fue

Marisa Monte e Julieta Venegas

Para a minha dupla dinâmica: muito obrigada pelo final de semana e pela presença constante e real na minha vida!

Estrela Ascendente

Conta a lenda que um dia, do alto uma Deusa partiu…

Estava triste e só, perdida na missão recebida:
devia exterminar os homens, seres cruéis
que em nada contribuíam para o seguir da vida,
perturbavam o equilíbrio da natureza.

Ela, perdida ante ao que como beleza concebia,
não sentia-se capaz de cometer tal ato
e como sacrifício, de sua deidade se despiu.
Com os humanos foi viver e se preciso: morrer

Tornou-se lenda para os que a conheceram.
Sua força, sua beleza, sua saudade, seu sorriso;
de todo encanto, o seu era único.
Diziam que ela surgira com o arco-íris,
que de seu coração todos os raios seguiam
para cada canto, cada sombra, cada medo…

Seus olhos eram da cor de esmeraldas
que nunca viram a luz do sol,
aquelas que dormem resolutas no profundo ventre da Terra.
Seu coração bondoso, brilhava como o ouro escavado pelas cachoeiras.
Sua pele era o próprio luar, quando plena a lua se mostrava.
Seus cabelos eram como um mar de fogo, ondulando,
indo e voltando ao sabor do vento.
Ela dançava, porque assim ainda se lembrava dos seus idos tempos,
onde como deusa, os humanos observava e a eles se entregara.

Então aconteceu… os Deuses, seus irmãos descobriram sua morada
e a queriam de volta; sua luz, sua divina figura a encantar suas vidas
que já não eram tão felizes desde que ela partira.

Uma terrível luta travou-se e lágrimas e sangue de homens e deuses
na terra caíram e ela tremeu;
o sol e a lua se uniram com medo, e a escuridão imperou.
A Deusa gritou, o silêncio se fez…

Os antigos Deuses surgiram e acolheram a bela Deusa,
ouviram sua angústia e decidiram
que homens ou deuses com ela não estariam.
Entre lágrimas e sorrisos a Deusa sumiu
entre as cores de seu arco-íris.

Enquanto lamentavam a perda,
eis que alguém apontou para o céu que
se desnudava das nuvens plúmbeas.
Uma estrela nunca antes vista lá estava,
e para eles brilhava com tal intensidade
que se podia acreditar que era ela;
o calor de seus belos olhos ainda os observava.

Os humanos pararam de chorar e para a
Estrela Ascendente puseram-se a cantar…
Os Deuses perceberam o amor que aqueles
seres cruéis tinham por sua irmã,
pensaram que talvez estivessem errados
e pela primeira vez tentaram olhar os homens
com os olhos de sua Deusa irmã.

E desde que a Estrela Ascendente no céu se encontra,
homens ou Deuses não se sentem sós.
Seu brilho os guia, os lembra que é preciso seguir o que acredita.
Que é preciso tentar, que é preciso abraçar o medo e recomeçar…

Para minha amiga-irmã e estrela sempre ascendente, Evelyn Lungato.

Summer Wine

Morangos, cerejas e beijo de um anjo na primavera.
Meu vinho de verão é realmente feito de todas essas coisas.

Eu andei pela cidade com esporas de prata que faziam barulho.
Uma canção que eu só tinha cantado para alguns.
Ela viu as minhas esporas de prata e disse para deixar passar um tempo.
E eu vou te dar vinho de verão

Oohh-oh vinho de verão

Morangos cerejas e beijo de um anjo na primavera.
Meu vinho de verão é realmente feito de todas essas coisas.
Tire as suas esporas de prata e me ajude a passar o tempo.
E eu vou te dar vinho de verão.

Oohh-oh vinho de verão

Os meus olhos ficaram pesados e os meus lábios não podiam falar.
Eu tentei levantar, mas não consegui encontrar os meus pés.
Ela tranquilizou-me com uma fala familiar.

E então ela me deu mais vinho de verão.

Oohh-oh vinho de verão

Morangos cerejas e beijo de um anjo na primavera.
Meu vinho de verão é realmente feito de todas essas coisas.
Tire as suas esporas de prata e me ajude a passar o tempo.
E eu vou te dar vinho de verão.

Oohh-oh vinho de verão

Quando acordei o sol estava brilhando nos meus olhos.
As minhas esporas de prata tinham desaparecido, a minha cabeça parecia duas vezes o seu tamanho.

Ela pegou minha esporas de prata, um dólar e uma
moeda de dez centavos.
E deixou-me desejando mais pelo vinho de verão.

Oohh-oh vinho de verão

Morangos cerejas e beijo de um anjo na primavera.
Meu vinho de verão é realmente feito de todas essas coisas.
Tire essas esporas de prata e me ajude a passar o tempo.
E eu darei a você meu vinho de verão.

Oohh-oh vinho de verão

Letra e música: desconhecido (Ville Valo – versão)  –  Tadução: Livres adaptações

Lembrança…

Como fosse ainda tão claro o sabor daquele beijo,

ela levou aos lábios a mão,

tentando talvez colher tal sensação.

Na face ainda o desejo, enrubescida

com a lembrança dos toques ousados

nos seios desnudados.

Por que tivera tanto medo?

Por que se negara a mergulhar na malícia daqueles olhos noturnos?

Que fosse por um momento perdida, atrevida, mas completa,

que rompesse as barreiras de uma moral incerta,

nos limites de um prazer que seu corpo desconhecia.

Ah! Se pudesse voltar o tempo e se entregar,

se deixar penetrar pela força voluptuosa de um ser,

de um amante escondido num sonho.

Deixar-se levar suavemente e tão de repente

como corta o fio da espada,

abrir-se para a vida como o sangue

que jaz de uma ferida.

Por que não fora louca em busca

da lucidez nos seus braços estranhos?

Rendida pela sede daquela boca

cheia de encantos, de mistérios…

O arrebatamento que experimentou

no caminho dos dedos dele no seu corpo trêmulo.

Ah! Seu corpo parecia chorar,

vibrar por aquele toque muito antes de pensar.

O cheiro dele a inundava de tal forma

que  olhá-lo era como um mar profundo

e imperioso, tragando-a para si.

Ele queria e ela queria…

De olhos semi cerrados ela ainda se perguntava

por que se negara o prazer daquele ser.

Fugira, indiferente aos seus galanteios,

desprezou o fogo dos seus olhos

e acabou por conhecer o amor por outros meios.

Não sentiu falta de seus passos na areia,

não percebeu a fluidez de seus movimentos

e lá atrás um corpo belo de mulher

inerte aos seus lamentos.

Caravana

Esta vida cintilante é como uma estrela da manhã
Um por do sol, ou as rolantes ondas do mar.
Uma gentil brisa ou  um relâmpago em uma tempestade.
Um sonho dançante por toda a eternidade.

A areia estava brilhando na iluminada manhã
E dançando nas dunas tão distantes
A noite guardou uma musica tão doce, tão longa
E lá nós descansamos até o dia raiar

Nós acordamos com o chamado para ir adiante
Nossos camelos esperavam de pé, nossas bolsas de viagem cheias
O sol estava nascendo no céu oriental
Ao mesmo tempo que partíamos para o lamento do deserto
Chamando, contando, arrancando você de casa

As tendas tornaram-se pequenas a medida que cavalgávamos pra longe
Na terra que contava de muitos dias passageiros
Os meses de paz e tantos anos de guerra,
As vidas de amor e tantas vidas de medo

Chamando, contando, arrancando você de casa

Cruzamos o leito de pedras do rio
E sobre as imponentes e tão conhecidas montanhas
Mais longe do que o vale, no árido calor
Até alcançarmos a Caravana

Que vida é esta que me empurra para tão longe
Que lar é este em que não posso residir
Que busca é esta que me empurra pra tão longe
Meu coração é completo quando você está ao meu lado

Letra e música: Lorena Mackenit  –  Tadução: Livres adaptações

Para você minha amiga, que retorna das Terras Verdes. Que seu regresso seja suave e a sua felicidade, eterna!