Alianza eterna

Mariposita, mariposita
Tan chiquita y tan bonita
Vuela por aqui
Vuela por alla
El ala brillante y el ojo vivaz
Visita en jasmin
Visita un clavel
Da beso a una rosa y saluda al laurel

De marfil una rosa
Reina entre las flores
Del jardín ella reza
Por sus amores
Sin querer atestigua
Fiestas, pleitos y glorias

Y su nombre es Vida
Una vida de amor, seducción
Cuento de hadas
Tiene emoción todo lo que hace
Madre, devoción
Y una alianza eterna

Sentirá que no puede más
Florecer como antes
Y un altar se levantará
Sobre un diamante
Que su hogar ilumina
Irradiando fuerza

Y su nombre es Vida
Una vida de amor, seducción
Cuento de hadas
Tiene emoción todo lo que hace
Madre, devoción
Y una alianza eterna

Letra e Música: Adriana Mezzadri
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Marcas

 

Ainda me lembro das palavras que não pude dizer, do seu olhar de “tudo bem” quando lhe neguei atenção e prometi que falaríamos depois, eu precisava fazer as lições. Não deu tempo, ou talvez houve tempo suficiente e eu não sabia como aproveitar.

Pensei que você sempre estaria aqui, que eu voltaria ao mesmo momento e poderia te ouvir, que ficaríamos acordados até tarde lembrando de músicas e brincando de stop.

Acreditei que nos encantaríamos com a cor do céu muitas vezes ainda e que me pediria sorridente para separar a camiseta preferida da mesma cor, sempre bem na hora que eu estava atrasada para ir à escola.

Pensei que nos veríamos de novo, depois daquela conversa. Eu gostaria tanto de ter entendido o que me disse aquele dia mesmo e de ter idade para saber o que eram as entrelinhas. Queria ter sabido te dizer as palavras certas e ter a certeza de te encontrar de novo, com o mesmo brilho nos olhos verdes que eu ainda ficava na ponta dos pés para encarar.

Me lembro da sua risada enchendo a madrugada, do seu olhar triste no dia seguinte. Do abraço apertado, quando incomodada com o seu silêncio eu me sentava ao seu lado e perguntava se o gato havia comido a sua língua.

Ainda é nitido o seu olhar nublado, segurando as lágrimas para que eu não chorasse quando me disse que precisava ir embora. Que sempre voltaria para me ver. Algo me disse que isso não aconteceria, mas fingi não ouvir. Preferi tentar guardar o seu perfume, as palavras sobre ser feliz sem me machucar e também não deixar ninguém fazer isso comigo. Que nada na vida seguia regras, que eu aprendesse a me surpreender.

Você partiu no meio da tarde. Aí, não tinha mais contagem de estrelas, nem os azuis do céu, o jogo de stop, as músicas para cantar junto contigo, meus pequenos textos para que lesse e tive que me acostumar com isso. O tempo passou, célere como sempre.

Eu o vi novamente, nem precisava ter crescido, você estava deitado, não o reconheci. Senão fossem os olhos felizes ao me ver, vaga lembrança do que eram num passado nem tão distante, eu teria seguido para o outro lado. Abracei alguém que não tinha mais força para fazê-lo.

Você partiu de novo no meio da tarde. A noite trouxe um vento de libertação e depois da madrugada o céu estava tão azul… sorri, naquele céu eu te encontrei novamente. Mais forte que tudo que eu não entendi foi encontrar em meio às suas poucas coisas um cartão com letra infantil, falando do azul do céu e do brilho do seu sorriso.

Sigo, meu irmão, os caminhos que me fazem bem e feliz, comemorando ou chorando as surpresas da vida. Há um céu azul que me olha e um brilho que carrego no coração eternamente.

Bendita tu luz

Bendito el lugar y el motivo de estar ahí
Bendita la coincidencia
Bendito el reloj que nos puso puntual ahí
Bendita sea tu presencia
Bendito Dios por encontrarnos en el camino
Y de quitarme esta soledad de mi destino

Bendita la luz
Bendita la luz de tu mirada…desde el alma (bis)

Benditos ojos que me esquivaban
simulaban desde que me ignoraban
Y de repente sostienes la mirada

Bendito Dios por encontranos en el camino
Y de quitarme esta soledad de mi destino

Bendita la luz
Bendita la luz de tu mirada (bis)

Oh gloria divina de esta suerte… de buen tino
de encontrarte justo ahí en medio del camino
Gloria al cielo de encontarte ahora llevarte mi soledad
y coincidir en mi destino… en el mismo destino

Bendita la luz
Bendita la luz de tu mirada (bis)
Bendita mirada oh oh
Bendita mirada desde el alma

Tu mirada oh oh
Bendita bendita bendita mirada
Bendita tu alma y bendita tu luz
Tu mirada oh oh amor
que bendita tu mirada
tu mirada amor…

Letra e Música: Maná e Juan Luis Guerra

Selva Brasil – Release

A Editora Draco anuncia mais um lançamento, abaixo temos o release enviado pelo editor. Fiquei curiosa!

Selva Brasil

Esta é uma história alternativa que imagina como seria o Brasil vinte anos depois da invasão militar brasileira das Guianas, na Fronteira Norte, segundo os planos megalomaníacos do Presidente Jânio Quadros. Simultaneamente, a Argentina invadiu as Ilhas Malvinas, no Atlântico Sul.

Contudo, uma coalizão formada pelos países atingidos pela ação militar brasileira – Inglaterra, França e Holanda – e os Estados Unidos contra‑atacaram e empurraram os soldados brasileiros de volta, ficando com um bom pedaço da Amazônia Brasileira.

Desde então instalou-se um conflito permanente na região, com o Brasil e aliados latino-americanos lutando para retomar o território perdido e manter sob controle uma guerrilha patrocinada por aqueles países do Primeiro Mundo. É um Brasil completamente diferente do nosso, contido política e economicamente por esse conflito perpétuo, e com gerações de jovens brasileiros comprometidas com o conflito.

Amparada por uma pesquisa cuidadosa, Selva Brasil acompanha um grupo de soldados que – ao seguir para um ponto anônimo do Amapá, na fronteira com a Guiana Francesa, onde devem substituir uma outra unidade do Exército Brasileiro – se depara com desertores e com um plano secreto para romper as regras de engajamento que limitam o conflito na região.

Ao mesmo tempo, esses homens são confrontados com um estranho experimento militar que, indo além dos parâmetros do seu projeto, pode ter aberto um portal entre essa realidade paralela e a nossa.

Roberto de Sousa Causo

formado em Letras pela USP, é autor dos livros de contos A Dança das Sombras (1999) e A Sombra dos Homens (2004), dos romances A Corrida do Rinoceronte (2006) e Anjo de Dor (2009) e do estudo Ficção Científica, Fantasia e Horror no Brasil (2003). Seus contos apareceram em revistas e livros de dez países. Foi um dos classificados do Prêmio Jerônimo Monteiro e no III Festival Universitário de Literatura (com Terra Verde 2001); e ganhador do Projeto Nascente 11 de Melhor Texto, com O Par: Uma Novela Amazônica (2008).

Autor: Roberto de Sousa Causo

ISBN: 978-85-62942-07-5

Gênero: Literatura Fantástica

Formato: 14cm x 21cm

Páginas: 112 em preto e branco, em papel pólen bold 90g
Capa: Cartão 250g, laminação fosca, com orelhas de 6cm
Preço de capa: R$ 26,90

Te tengo miedo

Cuando me hablaste de amor y te hice callar, ardiendo por dentro
Te perdí como al viento que sopla y se va, sin avisar
Sólo me queda un retrato en algún rincón de mi habitación
Un tanto escondido, junto a un libro antiguo
Casi en el olvido, pero aun conmigo

Y al sentirte cerca me tiemblan las manos
Es que tengo miedo de ese amor gitano
Y al sentirte cerca me tiemblan las manos
Yo te tengo miedo, yo te tengo miedo

Cuando pensaba apartarme de ti
Sin querer, me ataba a tu vida
Hoy te pido que nunca me digas adiós
Que no te despidas

Noche todavía
Una luz divina en tus ojos brilla
Y amanece el dia

Y al verte me tiemblan las manos
Es que tengo miedo de ese amor gitano
Y al sentirte cerca me tiemblan las manos
Yo te tengo miedo

Letra e Música: Adriana Mezzadri

O despertar

Quando ouviu a música, algo em seu íntimo pareceu mudar. Antes que percebesse ou pudesse permitir, seu corpo já manifestava os sentimentos induzidos por aqueles sons que remontavam um passado tão perdido quanto vivo em seu ser.

A casa, o mundo, sumiram e ela parecia explodir, tamanho o calor e e força que se debatia dentro de seu corpo frágil. A boca ficou seca. Suas mãos tremiam no ondular dos braços, a delicadeza dos dedos hipnotizavam-na cada vez mais e encantava-se com o torpor turbulento que lhe tomava conta.

Uma devastadora e restauradora força mágica nascia, como se brotasse da terra e através dela encontrasse os céus. Os arrepios alinhavam sua coluna e a respiração transformou-se, parecia o sopro de um tufão. Era como se naquele instante a vida lhe sorrisse bela como nunca viu.

Os olhos  fechados rendeu-se às lágrimas, que foi lavando sua face e dizendo que o sonho era real. As batidas do coração tinham o ritmo da música e seu corpo não era mais só corpo: era todo música, todo sonho, todo canto…

Aquele encontro consigo, jamais tivera e sentia-se tão amada como capaz de amar. Compreendia tudo aquilo que a expressão das palavras não alcançavam. A força mágica formigava em seu ventre e a sua beleza encontrava a liberdade na dança. Os movimentos eram fortes e suaves, protetores e de luta.

Inteiramente mulher, por um momento pensou ser outra pessoa. Então entendeu que se conheceu naquele momento e a cada passo mudava para ser apenas, ela. Poderosa e viva como tinha de ser. Com medos e amores encontrou naquela dança todos os possíveis sentimentos.

Girou, girou buscando para si toda a energia presente; abriu os braços e elevou-os tentando a eles direcionar tudo que havia nascido em seu ser. Estava ligada ao céu e a terra. Ajoelhou-se no vagar dos sonhos e a música cessou.

Era, agora, outra. Sua busca havia começado e lá fora a floresta negra da cidade a esperava. A lua continuaria a cantar-lhe outras canções e seria envolvida em sua aura e, novamente dançaria. Os olhos de abriram para seu novo mundo, mas talvez o mundo não estivesse pronto para aquela nova mulher.

Brilho de Lua

Um anjo se esconde da chuva,

mas a lua o persegue por seu erro,

as asas quebradas pesam sobre o corpo branco.

A chuva castiga seus sonhos,

quebrando-os como rocha sobre o vidro.

E lágrimas quentes percorrem o rosto frio.

A lua está frente ao anjo e ele não pode mais fugir.

Sua aliada, a chuva, derruba-o no chão de pedras negras

ferindo o frágil ser.

O anjo roubou um pouco do brilho da lua,

para presentear o menino dos olhos de céu,

que queria uma estrela para brincar…

Mas a lua imponente, orgulhosa,

mostra sua face oculta e cega o anjo branco,

que sente o coração quebrar, mas sorri…

Pois o menino de olhos de céu lhe deu um beijo,

e toda vez que brincar com a estrela

lembrará do branco anjo.

Mas a lua imponente, orgulhosa, quer seu brilho de volta;

e com um raio de luz como mãos de pérolas,

segura o pescoço do anjo…

Ele não diz onde está o brilho,

pois o menino de olhos de céu.

sempre se lembrará do anjo branco.

As mãos de pérolas de repente somem,

e o anjo cai,

sem vida.

E nos trovões, a gargalhada da chuva,

que varre o corpo branco pela noite nua,

com a lua escondida.

Um grande sol acorda triste

e chora a chuva de verão pelo belo anjo branco,

que sumiu no alvorecer

Com fúria destrói um jardim, o jardim do menino de olhos de céu.

Que jogou no poço do esquecimento o brilho da lua

e agora chora por um pedaço do mar…

Considerações:  escrevi esse texto há muito tempo, impressionada e influenciada pela estética de Oscar Wilde. Reuni todas as recorrências do que gosto de escrever: anjo, lua, noite e fui brincando de escrita wildeana; valorizando as cenas com cores e sensações, poetizando a ironia. Sou apaixonada por esse escritor, em breve escreverei sobre sua figura única e sua passagem interessante por esta terra sem memória, necessitada de pessoas ousadas e inteligentes.

Parabéns Rober!!!

Querido amigo,

Parabéns a você não seria algo muito original, então deixo que Loreena Mckennitt lhe faça as honras com a beleza de sua arte!

Que seu dia seja belo, cheio dos sentimentos que edificam os seus dias vindouros. Que cada um de seus desejos sejam realizados, desde uma simples vontade ou necessidade até o maior de seus sonhos!

Espero que hoje, seus amigos consigam te lembrar o quanto és importante, indispensável à felicidade deles. Talvez alguns estejam distantes e não possam te abraçar, mas de alguma forma chegará a ti o beijo e o sentimento sincero.

Que seus olhos observem hoje, uma nova estrada, um novo momento com tudo de melhor por acontecer. O brilho de uma estrela te observa, aquela que nasceu junto contigo, quando seus olhos se abriram e partiu para a viagem da vida!!

Neste dia ouça com mais atenção a sua inspiração, sua alma há de querer lhe dar conselhos, “recarregá-lo” daquela esperança e energia necessária para o próximo ciclo. Deixe-se levar pelos bons momentos, pelos sinais, pelas coincidências…

O que posso dizer além do que sabe?! Que te quero muito bem sempre, mais e mais conforme te conheço e vamos nos permitindo entrar na vida um do outro. Admiro seu talento, sua arte encantadora que me permitiu encontrar você e um pouco mais de mim. Sua presença é um presente dos Deuses, uma prova que vale a pena continuar acreditando na vida, pois seremos recompensados.

Te adoro, você já sabe! Conte comigo para tudo. Sei que o aniversário é seu, mas eu que me sinto privilegiada por poder abraçá-lo hoje e, nos seus olhos ver a realidade dessa amizade!

Rober, Sumaya e Everson

Ode ao adeus!

– Já chega! Tudo acabado. Você não me ouve…

O  silêncio foi total, ambos se olhavam, talvez esperando que o inevitável fosse adiado. Ela, sem expressão e ele magoado, orgulhoso… o ziper fechou a mala e o desfecho do relacionamento.

– Lembra-se, que lhe disse, quando você entrou por esta porta: “meus sonhos estão a seus pés, cuidado onde pisa!”.

Ele respirou fundo, lembrou-se que ela realmente havia dito isso, mas nenhum dos dois prestou atenção aos caminhos que seguiram. Não olhou em seus olhos novamente e bateu a porta.

Ela segurou o arco e fez seu instrumento expressar o que já não fazia há muito tempo. O choro do violino rompeu o silêncio, a corda soava a angústia que seu peito refreava. O som superava o que qualquer palavra ou lágrima pudessem representar.

Os olhos fechados permitiam a ela um mergulho na música maldita, cheia de sentimentos perdidos. Era tão bela que quase agradeceu ao homem que partira de vez seu coração e de sua vida, pela dor que tomava forma em sua música.

Dor que ecoava cheia de talento e perfeição nas notas do violino. Era levada ao êxtase com o toque certo e bem medido, ora forte, ora suave. Delicadamente perigoso como o prazer nascido da morte. A música ecoava em seus poros, causava arrepios, angústia e regozijava a alma e o corpo num só instante.

Ela sentia que no movimento do arco capturava o montruoso espectro que bailava sobre seus  desejos. Tornou-se dona, protagonista da melodia, tão encantada como encantadora.

Os gemidos das cordas não são humanos, pensava. Suas fantasias tomavam forma de notas, suas mãos arrancavam do instrumento a fúria prazerosa de seus lamentos, conturbados sentimentos. Lhe parecia que universos se fundiam num constante paralelo de emoções lógicas, talvez não prováveis, mas jamais impossíveis. Nunca magoe o coração de um músico, ela havia pedido.

Sentia o ápice se aproximando, suava e seus dedos seguiam  a mágica inconcebida do ir e vir da música. Uma extensão e refração da consciência perdida de si mesma. Fechou o acorde e puxou o arco como se fosse uma flecha de uma ferida fatal.

Abriu os olhos quando ouviu o grito lá fora… alguém encontrou a morte na grande avenida. Ela sorriu, a melodia estava completa!

O que eu quero da vida?!

Da vida quero o que ela quiser me dar,

do sonho à loucura o que eu puder conquistar.

Da vida quero o sorriso, o encanto, o encontro

de quando e quanto com um canto ou conto de todos os cantos.

Da vida quero o vento que transforma, muda tudo de lugar,

arrebata, dança, que desfaz os tormentos, que tanstorna

a normalidade da rotina e enche de liberdade os meus dias.

Da vida quero o despertar do brilho  que os olhos irradia,

a lembrança que diz que é todo dia justamente

o melhor dia para ser feliz!

Da vida quero cada momento, cada palavra,

seguindo um rio, fluindo e crescendo.

Da vida quero os amigos amados sempre ao lado.

Cada lágrima de alegria ou tristeza

e seja lá como for, ver na vida toda a sua beleza!