Have You Ever Really Loved A Woman?

To really love a woman, to understand her
You’ve got to know her deep inside
Hear every thought, see every dream
And give her wings when she wants to fly
Then when you find yourself lying
Helpless in her arms
You know you really love a woman
When you love a woman
You tell her that she’s really wanted
When you love a woman
You tell her that she’s the one
‘Cause she needs somebody to tell her
That it’s gonna last forever
So tell me, have you ever really
Really, really ever loved a woman?.

To really love a woman, let her hold you
‘Til you know how she needs to be touched
You’ve got to breathe her, really taste her
‘Til you can feel her in your blood
And when you can see your unborn children in her eyes
You know you really love a woman.
When you love a woman
You tell her that she’s really wanted
When you love a woman
You tell her that she’s the one
‘Cause she needs somebody
To tell her that you’ll always be together
So tell me have you ever really
Really, really ever loved a woman?

You’ve got to give her some faith
Hold her tight, a little tenderness
You’ve got to treat her right
She will be there for you, taking good, care of you
You really gotta love your woman, yeah.

And when you find yourself lying helpless in her arms
You know you really love a woman.

When you love a woman,
You tell her that she’s really wanted.
When you love a woman,
You tell her that she’s the one.
She needs somebody
To tell her that it’s gonna last forever.
So tell me, have you ever really
Really, really ever loved a woman? yeah
Just tell me, have you ever really
Really, really ever loved a woman?
Oh! Just tell me, have you ever really
Really, really ever loved a woman?

Letra e Música: Bryan Adams  – Tradução: Quero me apaixonar! rss

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Meu amor é um vampiro

Gente… como tem gente trabalhando! Mais uma publicação da Editora Draco, com organização do meu querido Eric Novello e Janaina Chervezan. O bom é que é uma coleção, então os bons textos e talentos estão só começando! Mais detalhes abaixo, no release e apresentação oficial da Editora Draco:

A coleção Amores Proibidos vem mostrar que o amor verdadeiro vence todas as barreiras, e pode fazer pessoas muito diferentes descobrirem que tem algo em comum, mesmo quando o coração de uma delas não bate há séculos. 

Se apaixonar não é nada fácil. Rola ansiedade, expectativa e muito nervosismo pensando no primeiro encontro e, quem sabe, no primeiro beijo. Imagine então quando o pretendente é um vampiro?

Pode ser um bem tradicional de capa e longos caninos, um sombrio e misterioso que aparece de repente na sua janela ou um aventureiro de moto e calça jeans, louco para te levar em um passeio inesquecível. Nesses casos, a adrenalina é ainda maior!

Nas perigosas páginas de Meu Amor é um Vampiro você conhecerá histórias fantásticas das melhores autoras de literatura vampiresca nacional, repletas de casais apaixonados e situações surpreendentes. Mas não pense que tudo são flores e caixas de bombom, afinal de contas, encontrar o par perfeito pode esconder terríveis surpresas.

Proteja o seu pescoço e marque um encontro com histórias que vão do romance ao susto, do suspense ao riso, numa leitura com beijos de tirar o fôlego.

Quem nunca se apaixonou que enfie a primeira estaca.

Essa coletânea é organizada pelo escritor Eric Novello e pela editora Janaína Chervezan, leitores assíduos de literatura de vampiros, e tem o prefácio da dama morcega Giulia Moon, uma das maiores escritoras brasileiras dentro do gênero de terror vampiresco.

As autoras:

 Adriana Araújo

é uma criatura estranha com idéias esquisitas. Cria histórias em tempo integral e estuda Química na UFMG para se distrair. Já publicou contos nas coletâneas Pacto de Monstros (2009) e Paradigmas 4 (2010) e mantém os sites de tirinhas Bram & Vlad, sobre vampiros, clichês e coisas da vida e Periódicas, onde a Química ri. Seu lema de vida é “não se leve tão a sério”.

Ana Carolina Silveira

é advogada, blogueira, leitora inveterada e escritora eventual, não necessariamente nesta ordem. Tem residência variável, sendo a atual Belo Horizonte-MG. Jogou muito Vampiro: A Máscara durante a adolescência e até  hoje tem uma quedinha por Lestat de Lioncourt.

Cristina ‘Tziganne’ Rodriguez

 tem alma e vida de cigana. Muda incessantemente, procurando descobrir algo de novo no mundo que a cerca. Romântica, acha que o amor supera tudo, inclusive vampirismo. É casada e tem um filho. Dedica-se a escrever e a tentar cuidar de plantas, sem muito sucesso. ‘O vermelho do teu sangue’ é seu primeiro conto publicado. Para saber mais sobre ela, visite: http://tziganne.blogspot.com

Giulia Moon

é paulistana, formada em publicidade e propaganda pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Já foi diretora de arte, ilustradora, diretora de criação e sócia de agência de propaganda. Giulia tem três coletâneas de contos publicadas: Luar de Vampiros (2003), Vampiros no Espelho & Outros Seres Obscuros (2004) e A Dama-Morcega (2006). Em 2009, lançou o seu primeiro romance, Kaori: Perfume de Vampira. Participou das coletâneas Amor Vampiro (2008), Território V (2009), Galeria do Sobrenatural (2009) e Imaginários Vol. 1 (2009).

Helena Gomes

é jornalista, professora universitária e autora dos livros de ficção Assassinato na Biblioteca, Lobo Alpha, Código Criatura, Kimaera – Dois mundos, Nanquim – Memórias de um cachorro da Pet Terapia (infantil), O Arqueiro e a Feiticeira, Aliança dos Povos e Despertar do Dragão (os três últimos da saga A Caverna de Cristais). É também coautora da não-ficção Memórias da Hotelaria Santista (1997). Publica contos em sites, antologias e revistas. Mais sobre seu trabalho em http://mundonergal.blogspot.com

Nazarethe Fonseca

nasceu em São Luís, Maranhão. Começou a escrever aos 15 anos, após um sonho que se tornaria seu primeiro livro, uma trama policial. É autora da saga Alma e Sangue, iniciada com O Despertar do Vampiro e que prossegue em O Império dos Vampiros. Escreveu também Kara e Kmam, e publicou contos nas coletâneas Necrópole: Histórias de Bruxaria e Anno Domini.  Mora atualmente em Natal, Rio Grande do Norte. Seu e-mail de contato é almaesangue@gmail.com.

 Regina Drummond

é mineira e mora em Munique, Alemanha. Apesar da sua formação de professora, nunca deu aulas, mas sempre trabalhou com literatura. Autora de muitos livros, tradutora e contadora de histórias, fala alemão, inglês e francês. Já ganhou alguns prêmios e destaques, sendo o mais importante o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, como editora. Escreve ainda para jornais e revistas, nacionais e internacionais. Entre seus livros, destacam-se “Destino: Transilvânia” (Ed. Scipione); “Sete Histórias do Mundo Mágico” (Ed. Devir); “O destino de uma jovem maga” e “Histórias de Arrepiar” (Giz Editorial); “O Passarinho Rafa”, (Ed. Melhoramentos). Para conhecer seu trabalho, acesse a homepage http://www.regina-drummond.de

 Rosana Rios

é autora de Lit. Fantástica, Infantil, Juvenil. Em 22 anos de carreira produziu ficção, teatro, roteiros (TV e quadrinhos), Publicou mais de 100 obras e recebeu os prêmios: Cid. de Belo Horizonte (1990), Bienal Nestlé de Literatura (1991), Prêmio Abril de Jornalismo (1994), Menção Altamente Recomendável da FNLIJ (1995, 2006) e foi finalista do Prêmio Jabuti (2008). Mora em São Paulo com a família, uma enorme biblioteca e uma coleção de dragões. Site: http://www.segredodaspedras.com. Blog: http://rosanariosliterature.blogspot.com.

Valéria Hadel

nasceu na capital do Estado de São Paulo. É descendente de húngaros e romenos, o que de certa forma explica sua familiaridade com vampiros. Graduou-se em biologia, fez pós-graduação em ecologia e zoologia, e mora em São Sebastião, litoral norte do Estado, desde 1984, quando foi trabalhar no Centro de Biologia Marinha da USP. Sua área de atuação é a pesquisa e o ensino em ecologia e educação ambiental marinha e costeira. No quintal da sua casa moram cinco vira-latas, um dos quais é personagem do conto que escreveu para esta coletânea.

Detalhes técnicos:                                                                                       

Meu amor é um vampiro
Organizado por: Eric Novello, Janaina Chervezan

ISBN: 978-85-62942-09-9

Gênero: Literatura Fantástica

Formato: 14cm x 21cm

Páginas: 160 em preto e branco, em papel pólen bold 90g
Capa: Cartão 250g, laminação fosca, com orelhas de 6cm
Preço de capa: R$ 31,90

 Sobre a editora:

EDITORA DRACO
Draco. Do latim, dragão.

A Editora Draco trabalha para fortalecer e patrocinar o imaginário brasileiro, tão nosso e único. Queremos publicar autores brasileiros, aliando design, ilustrações e tudo o que for possível para que nossos leitores sejam atraídos pela beleza das histórias e personagens que nossos livros trazem.

Com isso, esperamos que nossos leitores tenham acesso ao nosso maior tesouro: a literatura fantástica brasileira. 

Assessoria de Imprensa: A/C Erick Santos e Karlo Gabriel – editoradraco@gmail.com

Contato:                                                                                                                                         

www.editoradraco.com

draco@editoradraco.com

editoradraco@gmail.com

Guerra Justa

Pessoas,

Mais uma publicação da Editora Draco, abaixo o release para uma pré-degustação!

Romance de Carlos Orsi, autor veterano da literatura brasileira, Guerra Justa é uma viagem a um tempo em que a religião foi reinventada.

Quando o poder de prever o futuro é uma realidade, como se certificar de que aqueles que o detêm irão utilizá-lo para o bem de todos?

Abalada por uma catástrofe natural de proporções cósmicas, a humanidade reinventa sua religião e se unifica sob o culto do Pontífice – um homem que demonstra ser capaz de prever novas tragédias. Mas há quem duvide do bom uso desse poder e acredite que ele poderia evitar muita morte e sofrimento.

Duas irmãs, a freira Rebeca e a cientista Rafaela, veem-se envolvidas em um perigoso jogo de manipulação da realidade e são transformadas em agentes de uma conspiração que busca minar a influência do culto e desvendar o segredo de suas profecias.

Mas se o culto for destruído, quem protegerá a humanidade de uma natureza cada vez mais descontrolada? Como a conspiração poderá vencer um inimigo capaz de prever cada um de seus passos? E afinal, o que define uma guerra justa?

Carlos Orsi natural de Jundiaí (SP) é jornalista especializado em cobertura de temas científicos e escritor. Já publicou os volumes de contos Medo, Mistério e Morte (1996) e Tempos de Fúria (2005). Seus trabalhos de ficção aparecem em antologias, revistas e fanzines no Brasil e no exterior.

Não fugi!!!

Pessoas…

não se preocupem, não fugi!!!

Minha vida está uma loucura como a de todo mundo! Estive às voltas com provas que ainda não acabaram, pesquisas e mais pesquisas e descobrindo um mundo novo.

Na verdade, um mundo muito antigo cheio de desigualdades e preconceito, mas estou observando essas velhas máximas por outro ângulo. Pelo ângulo das mudanças, do que já foi feito e do quanto ainda se pode e deve fazer.

Estou pesquisando e aprendendo sobre Direito Internacional, fundações, participando de congressos e descobrindo algumas capacidades. Talvez eu possa fazer alguma coisa ainda.

Não serei clara, e isso não é importante agora, só queria que soubessem que continuo ativa, muito mais que antes. Espero que tenham sentido falta das minhas palavras. Eu senti falta de escrever-lhes e esperar ansiosa por um comentário.

Em breve compartilho minhas descobertas e quem sabe, minhas simples ousadias nesse mundo tão antigo!

Sempre em frente, gente!!!

Runaway

Say it’s true
There’s nothing like me and you
I’m not alone
Tell me you feel it too

And I would runaway
I would runaway, yeah yeah
I would runaway
I would runaway with you

Because I, I’m fallin’ in love with you
No, never, I’m never gonna stop
Falling in love with you

Close the door
Lay down upon the floor
And by candlelight
Make love to me through the night

‘Cause I have runaway
I have runaway, yeah yeah
I have runaway, runaway,
I have runaway with you

Because I, I’m fallin’ in love with you
No, never, I’m never gonna stop
Falling in love with you

With you, my love
With you

And I would runaway
I would runaway, yeah yeah
I would runaway
I would runaway with you

Because I, I’m fallin’ in love with you
No, never, I’m never gonna stop
Falling in love with you

I’m fallin’ in love with you
No, never, I’m never gonna stop
Falling in love with you

Runaway yeah,runaway yeah
Runaway, runaway,runaway, runaway
runaway yeah,runaway yeah,
Runaway, runaway, runaway yeah…
With… you…

Letra e Música: The Corrs  Tradução: Vamos treinar o inglês? rss

O sopro do vento norte

Ele surgiu na curva da estrada, com o alvorecer. No rosto, o brilho triste do último orvalho da manhã. Trazia como companhia nada mais que a velha espada, sem bainha ou corte, e lembranças tristes de dias longe de casa, da casa que jamais pensou ver novamente. Olhava para o horizonte de pedras ao largo da margem do caminho, como se outro horizonte, mais sereno, acolhedor, não houvesse à frente, enquanto seguia o lento pisar do único amigo com quem parecia dividir sua dor.

Chegou. Achegou-se!

Os olhos percorreram o caminho até a casa, por sobre o portão, o chão de terra pisada, as escadas, até a varanda aonde eu o esperava, mesmo sem saber que um dia ele viria.

Não conhecia seus olhos, de um pálido tom de azul, nem suas mãos firmes, agora acanhadas entre as rédeas, como se temesse soltá-las e não conseguir encontrar mais utilidade para elas. O cabelo, cor de terra, da terra vermelha do caminho, não tinha a graça que imaginei tantas vezes em sonhos e o sorriso, apenas um riso difícil, não trazia o esplendor jovial das histórias da minha infância. As vestes brilhantes, riscadas em linhas de ouro e pedrarias que tantas vezes esbocei em idealismos pueris, nada mais eram que rústicos tecidos de cores indistintas, cuja formosura, se é que um dia a tivera, se perdera pelos meandros do caminho. Sua chegada tampouco foi heróica, nem seu companheiro possuía a beleza cândida e cúmplice dos contos antigos.

Apeou. Amoldou-se!

A dureza do chão, o inacabável tempo da caminhada, os velhos ossos já não tão resistentes… ou, talvez, apenas a estranheza de não ter sob si outras pernas que não as suas. Conhecedor do próximo passo, seu amigo afastou-se para os lados, buscando a companhia de um convidativo arbusto de rosas que o recebeu indiferente, abanando com desdém as folhas esverdeadas sob o vento frio que soprava do norte.

— Minha… Senhora. — O cumprimento veio de forma acanhada, como se as palavras tivessem desaprendido o caminho entre a origem e o destino final. O significado! Nada respondi, apenas acenei um assentimento ligeiro, coisa que carecia de mais crença.

Ele foi se achegando, sem cerimônia, sentou-se nos degraus da varanda e olhou absorto o caminho percorrido. Segui seu olhar, mas nas nuvens que pesavam sob seu semblante não vi nada mais que prenúncio de tempo bom. O dia, afinal, mostrava a que veio de acordo com cada pesar.

— Sou um forasteiro, um foragido, e entenderei se não me puder acolher à sombra de vossa varanda — as palavras, como antes, saíram sem cor ou forma; apenas deixaram os espaços da boca e ganharam o mundo, como se precisasse justificar o vazio deixado pelo silêncio.

Feita de silêncio, e ainda tomada pela surpresa, nada consegui responder.

Custava-me acreditar que meus sonhos haviam se deteriorado tanto. Os anos passados na solidão da distância, cujo arrastar vagaroso me haviam tomado a juventude, agora riam das minhas esperanças, desapiedados!

Tomei sua mão assustada e o conduzi para dentro. Sobre a mesa, pão, leite, mel e uma caneca rota que, por uma vida, esperou uma mão que a tomasse como sua. Comeu com sofreguidão, olhando-me sobre a maciez tenra do pão recém assado. Segui-o à mesa, o vaso de leite balouçando a frente do rosto, para disfarçar meu desacostume, minha inexperiência.

E, como se impelido pela insegurança do momento, ele contou-me suas desventuras.

Era desconcertante observá-lo sentado à minha frente, desajeitado nos modos, talvez pelo tempo na estrada, mas eu também não estava tão à vontade. No meio da história, sorvia da caneca entre as mãos, como se quisesse devolver as palavras à origem de suas causas. Os olhos, por vezes, atravessavam os meus, delineando na parede decadente as cenas que outrora lhe fizera soldado, homem honrado e perdido na tempestade de seus sentidos. Em seus traços vi os atos, a fuga, o silêncio.

Tomei-lhe o caneco com delicadeza e enchi-o com cerveja, achei que a hora era propícia e a bebida quente poderia saciar-lhe qualquer coisa que eu não entendia nos homens. Ele me parecia maior do que imaginei e de um apetite que eu não poderia dizer que me surpreendia, visto que conhecia apenas o meu. E assim, enquanto ele ia crescendo e preenchendo o espaço da cozinha conforme as horas consumiam a manhã, questionava-me o quanto havia imaginado e me perdido nas brumas do tempo. Onde estava o lago e o brilho do sol, ou os pássaros e as flores da primavera?!

Continuava a me contar suas impressões, as lutas perdidas no caminho até ali. Houve momentos em que vi a sua juventude longínqua, o fulgor do fogo em seus cabelos, e eram leves os traços riscados pelos relatos dos seus dias e noites de vigília, de sangue ou volúpia. Dias de lutas sem qualquer importância ou sentido para mim, noites que não conheci nos sonhos mais antigos e jamais pude descobrir o caminho que levava a eles.

Ele ia contando, enumerando seus feitos, enquanto eu seguia minha rotina de afazeres. Seguiu-me até o quintal, quando fui buscar lenha e espaço para os meus pensamentos. Com polidez e dificuldade, ele cortou a lenha e ainda servia-se da cerveja. Imaginei-me decepada como a lenha, lascas caídas aos seus pés e outras agarradas ao machado, sobrevivência ou agradecimento? Ouvi seu silêncio, branco como o inverno; assenti e ele ainda tinha a contar…

Sentei-me à mesa e nos servimos do assado. A fome, que parecia maior, não o calou e descreveu o sabor que sentia, o aroma da madeira infiltrado na carne, as ervas frescas que piquei com cuidado.

A impressão que um gigante invadia minha casa dava-me arrepios, e quando o vento da tarde anunciou o mesmo sentimento, acendi a lareira. As chamas cresciam e ele se libertava, fugia; dei mais atenção a esse capítulo de sua história, eu também queria fugir.

— E foi assim que aconteceu, senhora.

O azul esmaecido de seus olhos enevoou os meus por um momento. Ele era a lembrança de tudo que não vivi, a ilusão que me acompanhou por todos esses anos… Percebi suas pupilas aumentando e em pouco tempo estava envolta nas sombras vítreas de um olhar quase senil, distinto instantes atrás. Ele crescia, seus músculos voltavam ao que teriam sido num passado de glórias distante. Sua respiração era como a invasão das tempestades de outono, e diante de mim estava o sonho esquecido, alguém que prometeu voltar; já não me lembrava se era vida ou devaneio a promessa que se apresentava.

Como se as palavras já houvessem acabado, ele tomou-me de repente, sugou de minha boca tudo o que não havia dito nunca na vida. Senti o sugar das angústias e medos, a desesperança de caminhos não seguidos, o grito terrível emudecido pela espera e a rotina que embotou minhas forças. E o grito ecoou de mim para ele, e dele para a sala, para a casa, para a vila inteira talvez. Tudo tremeu ao redor e, depois, retornou ao silêncio. Como a visão do tremeluzir da chama duma vela. E esta ilusão estava ali, próxima ao teto, era como uma bolha, uma nuvem translúcida com cada momento que fiquei para traz, que achei melhor esperar o que não existia, porque parecia mais fácil do que buscar a força que jamais teria. Observei as cenas e nada senti, aquilo não era mais meu.

O vi concentrar-se e inspirar profundamente a nuvem que foi fugindo para dentro dele e, finalmente, ele parecia saciado. Senti-me exausta, o vi diminuir e voltar ao homem velho que tomei a mão e permiti que entrasse em minha casa. Vi o azul esmaecido tomar novamente os seus olhos e desanuviar os meus.

Olhou para a estrada e compreendi que não havia nada a ser dito ou, tudo o que se poderia dizer, já tinha encontrado seu lugar.

O cavalo branco deixou as rosas e dirigiu-se a ele. Antes de montar, o homem tirou de sua sacola um pedaço de couro enrolado, inspirou suavemente e soprou sobre ele. Observou o resultado e me retornou o olhar com um sorriso, aquele dos sonhos que havia tido um dia.

— Adeus, e obrigado, senhora! Tenho outras histórias para contar.

Acenou e pôs-se sobre o cavalo, que resmungou por um momento o peso do amigo. Depois, resignado, seguiu a parca luz do crepúsculo à frente. O cavaleiro nunca me pareceu tão brilhante, avermelhando-se aos poucos no seguir da estrada e, depois, no escurecer da distância. Sim, a sua realidade me parecia graciosa e bem vinda, como as noites mornas de verão, quando o meu silêncio se perdia no movimento da vila.

Sentei-me na varanda e observei o dormitar do sol. O vento frio do norte me envolveu; não havia mais arrepios, não havia mais as lembranças perdidas do que não fui, as palavras que nunca pude dizer. O vento me levaria com ele, nas histórias daquele homem eu teria voz.

Tratei de ir me deitar como o sol e não mais esperar, mas me reencontrar com a aurora de um novo dia e receber outras surpresas da vida.

Conto escrito a quatro mãos por Rober Pinheiro e Sumaya Sarran.

* Rober Pinheiro é cearense de nascimento e paulistano por força do destino, como costuma dizer. Aos 11 anos começou com essa história de escrever pequenos contos  de ficção e fantasia, que mais tarde o levou a publicar seu primeiro romance Lordes de Thargor – O Vale de Eldor. Mantém-se trabalhando ativamente escrevendo para os sites: Aguarrás, um periódico científico sobre Artes e Outra Coisa, um site cultural sobre Cinema, Séries, Literatura, Quadrinhos, Música, Teatros e Jogos. Em breve, espero que os Deuses da Literatura e uma boa editora, nos permitam receber da imaginação e mãos desse talentoso escritor O Herdeiro de Seämus, que continua a aventura de Deiv e o encanto desse mundo que nos é apresentado no primeiro livro sobre Thargor.

Não fuja da vida!

Sei que sente-se perdido, que a lua e o sol não te dizem mais nada.

Que não há beleza que te faça sentir ou brincadeira que te faça sorrir.

Minha existência é apenas rotina pra ti mas eu continuo acreditando em ti.

Em cada palavra que ecoa do teu coração, da tua tristeza e escuridão.

Acredito que pode ser tudo, vencer tudo, cada medo e até a angustia que te enclausura.

Tente se lembrar dos dias que te fiz feliz, dos dias que a minha presença era só o que querias.

Lembre-se dos dias que passaram céleres e eu estava lá, no final de cada um deles, te esperando e te seguindo.

Tente não se perder nesse abismo, abra os olhos, há tantas mãos estendidas para te puxarem daí.

Lembre-se por que essas mãos te querem tocar e abraçar, por que essas mãos se desesperam às suas costas.

Tente escutar as vozes dos teus amigos, eu estou nelas, estou em ti. Por favor não me olhe como uma inimiga.

Preciso de ti desde o primeiro momento, olhar, suspiro, palavra. Existo para que faça de mim o que quiser, mas faça.

Sei da tua força, da tua beleza de alma, do teu coração maior que o mar, da tua teimosia como o martelo num gongo.

Sei da luz imensa que muitos não vêem, das cicatrizes que te pesam os passos e também sei que ainda podes seguir.

Tente se lembrar do meu nome, tente se lembrar das vitórias que tivemos, das conquistas, das lições,

Lembre-se que em cada derrota eu também estava lá e com cada lágrima tua meu coração se partiu.

Não choramos apenas pelas tristezas, houve alegrias, houve surpresas e reencontros, há frutos.

Continuarei a estar contigo, como antes e sempre sua VIDA!

She bangs

Talk to me
Tell me your name
You blow me off like it’s all the same
You lit a fuse and now I’m ticking away
Like a bomb
Yeah, Baby

Talk to me
Tell me your sign
You’re switching sides like a Gemini
You’re playing games and now you’re hittin’ my
heart
Like a drum
Yeah, Baby

Well if Lady Luck gets on my side
We’re gonna rock this town alive
I’ll let her rough me up
Till she knocks me out
She walks like she talks,
And she talks like she walks

And she bangs, she bangs
Oh baby
When she moves, she moves
I go crazy
‘Cause she looks like a flower but she stings
like a bee
Like every girl in history
She bangs, she bangs

I’m wasted by the way she moves
No one ever looked so fine
She reminds me that a woman only got one thing on her mind

Talk to me
Tell me your name
I’m just a link in your daisy chain
Your rap sounds like a diamond
Map to the stars
Yeah, Baby

Talk to me
Tell me the news
You wear me out like a pair of shoes
We’ll dance until the band goes home
Then you’re gone
Yeah, Baby

Well if it looks like love should be a crime
You’d better lock me up for life
I’ll do the time with a smile on my face
Thinking of her in her leather and lace

Well if Lady Luck gets on my side
We’re gonna rock this town alive
I’ll let her rough me up
Till she knocks me out
She walks like she talks,
And she talks like she walks

Letra e música: Ricky Martin Tradução: não estava afim, rss

Primeiro Passo – Minhas Observações

Devo deixar claro que escrevo minhas observações sobre a peça e que realmente não compreendo muito bem as propostas de dança e teatro contemporâneos.

Creio que eu esteja acostumada a uma linguagem mais quadrada e linear. Tenho a impressão que nessas apresentações embutem tantos significados em tudo, que os mesmos ficam embotados e no final quase nada significaram. É mais ou menos isso que quero dizer!

Não sei também se fico procurando o significado onde não tem nenhum, e fico lá, estática e angustiada tentando entender algo que nada me diz. Percebo o mundo de muitas formas e a dança é uma delas, mas em uma linha completamente diversa da dança contemporânea. Meus estudos das danças étnicas me permitem descobrir os comportamentos, a expressão de um determinado povo e com isso as sementes que plantaram para as outras danças vindouras.

Quando assisto uma apresentação de dança contemporânea, fico impressionada com as técnicas aplicadas e com os usos dos  elementos que compõem o espaço cênico, porém não consigo me encantar e seguir o que é apresentado sem grandioso esforço.

Numa peça que envolve tão ativamente a dança e as linguagens de teatro e dança tornam-se uma, ou apenas outra, me abro para receber e me envolver com a mensagem. Aí, percebo que devo ter algum problema, pois o ruído é muito grande e esta receptora não entende nada!

A segunda parte, que era outra peça, eu entendi! Gostei da simplicidade, dos movimentos sincronizados e delicados, onde os atores confundiam-se tão bem um no outro. Eram completamente diferentes e gêmeos, claro, até as roupas estavam trocadas, o que impactou, pois parecia que metade de um corpo estava no outro… o espaço mínimo utilizado dava a impressão de que o estar tão perto e identificar-se com o outro daquele modo os impedia de descobrir outros passos.

Por causa dessa segunda parte, saí um pouco melhor da peça e com vontade de me arriscar de novo nas propostas das artes ditas contemporâneas.