Ressurgir

Eis que o Mais Sumaya ressurge. Estou ainda pisando com os pés na areia de um novo tempo, trago tudo que fui, de uma maneira diferente, mas ainda a Sumaya que sumiu e acrescento a ela tudo de bom que encontrou neste mundo paralelo que habitou.

Talvez eu tenha me perdido para reencontrar-me, ou talvez as dificuldades tenham sido maiores para os meus olhos e sentidos do que eram na verdade. Só sei que depois de um ano em meio mergulhada num curso de Moda, muitas vezes sem trabalho e reaprendendo o que é de verdade uma casa tanto física como emocionalmente; vi que as vezes não comportamos e não podemos fazer tudo, que é preciso um foco, um horizonte para seguir e antes de fazê-lo, talvez precisemos parar.

Então, parei, tive que aceitar que algumas coisas estavam fora de lugar e não tinha a menor ideia de quanto tempo demoraria para arrumar a minha vida. Percebi que precisava escolher para onde ir e arriscar-me a seguir. Ir em frente é sempre um desafio e uma aventura. Arrisquei-me, plantei e colhi.

Aprendi coisas maravilhosas sobre as pessoas, como e por que se vestem, o que querem dizer e ser. Vi o design como uma poesia e uma dança antiga que dá forma a tudo que pudermos imaginar. Conheci mestres, conheci novos seres que tornaram-se importantes e estão me ajudando a ser a profissional que quero ser.

Conheci uma face do amor que me fez uma pessoa melhor. Conheci uma Sumaya mais consciente do que ama e do que quer manter na vida. Hoje sei por que amo dançar, ler, escrever, desenhar, costurar e fazer arte com tudo que posso imaginar. Criar com meu corpo, palavras, tecidos, tintas e papéis é como me expresso,  é como quero viver!

Nesta jornada intimista senti muita falta dos amigos, que estavam seguindo seus caminhos. Eu tive que ficar quieta resolvendo a vida e meus desafios, mas lembrei-me de suas vozes alegres e de seus puxões de orelha na hora devida. No meu coração estiveram o tempo todo, fiquei distante, porém a linha invisível que nos ligava sempre brilhou.

Aos amigos que entendem a distância, a necessidade de um casulo algumas vezes na vida, eu agradeço o abraço apertado, o brinde e os reencontros. Aos que ainda não abracei, estou esperando, sem pressa.

E ressurjo como a Fenix, como Mais Sumaya, na literatura, na dança e como profissional de moda.  Sigo no amor e na vida com o fogo da inspiração no coração e no resto dos dias do meu novo tempo!

fenix

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2 pensamentos sobre “Ressurgir

  1. Lindo conteúdo! Brilhante aprendizado. Eu aprendi que para viver bem a vida, aprendendo, crescendo, foi necessário que eu tivesse muitos renascimentos, muitas vezes me retirando dos cenários da vida…e cada vez que eu ressurgia trazia mais conhecimento, me conhecia melhor, e estava mais fortalecida, fortalecia minha fé. bjs Su querida e Parabéns por mais este recomeço.

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